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Uma confissão: sempre tive a maior pena dos grandes filmes esquecidos nas prateleiras das locadoras. Claro! Quer pecado maior do que alguém passando os olhos por pérolas como “Zelig”, “Os 12 macacos” ou “A Festa”, para depois levar para casa uma bobagem feito “Todo Mundo em Pânico 3”? E olha que a lista de filmes a caminho do ostracismo cinematográfico é infinita. O caso é, sem dúvida, dos mais sérios.
Por esse motivo aceitei escrever essa coluna. Para despertar o espírito de garimpeiro dos leitores: é hora de desenterrar essas preciosidades, minha gente!
E o primeiro filme que me vem à cabeça é o intrigante (e hilário) “Depois de Horas”, do diretor americano Martin Scorsese. A história é das mais simples: depois de um dia chato no trabalho, o programador de computador Paul Hackett resolve relaxar e ler um bom livro numa lanchonete.
Quando percebe que a garota na outra mesa está lhe dando bola ele cria coragem e pega seu telefone. Convencido de que seus dias de solidão acabaram, Paul embarca no primeiro táxi rumo ao distante bairro do Soho, onde a garota divide um apartamento com uma amiga. Parece que a noite de Paul vai ser uma delícia...
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